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Câmara votou veto do prefeito em projeto que previa reajustes salariais

Publicado em 23/04/2020 às 11:33 - Atualizado em 23/04/2020 às 23:33

Foi a segunda sessão virtual dos vereadores em tempos de pandemia Baixar Imagem

O prefeito Rubens Blaszkowski (PSD) encaminhou para Câmara de Vereadores, semana passada, um veto ao aumento salarial que seria concedido para alguns servidores como agentes administrativos, operacionais, médicos, instrutores de informática, atendente de salas e motoristas. No projeto ainda constavam gratificações ao cargo de contador, pregoeiro e membros de comissões de licitações. O veto foi votado e aprovado na sessão desta semana. 

Na semana passada, o chefe de gabinete, Jefferson Cunha, explicou que a decisão de vetar os aumentos se deu em virtude da pandemia de coronavírus e também para atender uma orientação do Ministério Público de Santa Catarina que solicitou aos municípios não elevarem os custos com pessoal durante o enfrentamento da pandemia. “Quando este projeto deu entrada na Câmara de Vereadores, no início do ano, estávamos enfrentando outra realidade”, explicou.

Jefferson disse ainda que a prioridade da Prefeitura agora é oferecer condições para que Campo Alegre se mantenha com o mínimo de casos possíveis de Covid-19 e, ao mesmo tempo, pronto para agir em casos de necessidades. “Justamente por isso, estamos investindo nessas últimas semanas em nosso setor de saúde e nosso hospital mais de R$ 500 mil em melhorias”, acrescentou.

A Prefeitura tinha um prazo até 7 de abril para votar o projeto concedendo os aumentos, em virtude do período eleitoral. “Como disse, a prioridade agora é a saúde e a estabilidade econômica da Prefeitura, mas, lá na frente, quando tudo isso passar, vamos ver se haverá alguma brecha ou se a legislação irá permitir a análises desses projetos, e caso isso ocorra, vamos reenviar o projeto para a Câmara de Vereadores”, concluiu.

O veto será votado em sessão virtual que ocorre hoje. Na votação do projeto, dia 1º de abril, os vereadores Adolar Bahr (MDB), Francisco Kuhnen (MDB) e Fernando Wotroba (PP) se abstiveram do voto porque já haviam se manifestado contrários à concessão de gratificações para os cargos de pregoeiro e membros de comissões de licitações que constavam no mesmo projeto.

No ano passado a Prefeitura encaminhou um projeto para conceder gratificação para pregoeiros e membros de licitações e o projeto acabou reprovado. Naquela oportunidade, o vereador Adriano Grosskopf (MDB) também havia votado contra, junto com Adolar, Francisco e Wotroba. A votação acabou empatada e o presidente desempatou sendo contra a concessão de gratificações aos referidos cargos. “Não somos contra ao aumento dos profissionais da educação e os demais que constavam nesse último projeto, mas como fomos contra a gratificações a pregoeiro, não tinha como votamos a favor neste último projeto, porque nele também constava essas gratificações que tínhamos votado contra”, explicou Francisco Kuhnen.