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Câmara aprova projeto que institui a CCF para a Polícia Militar

Publicado em 12/12/2019 às 16:13 - Atualizado em 12/12/2019 às 16:13

Projeto da CCF foi aprovado na sessão desta semana Baixar Imagem

A Câmara de Vereadores aprovou na sessão desta segunda-feira, um projeto de lei do Legislativo, de autoria do vereador Nilson Fuckner (PP), que prevê a instituição da Cota de Contribuição Facultativa (CCF) para a Polícia Militar. A proposta autoriza que pessoas físicas e jurídicas do município, possam contribuir com doações de qualquer valor financeiro. Os recursos serão utilizados para incrementar o fundo da Polícia Militar na compra de equipamentos além da manutenção da estrutura da PM na cidade.

Apesar de ter sido aprovado, a votação não foi unânime. O vereador Adolar Bahr (MDB), votou contra o projeto, alegando em sua justificativa que entende que a Polícia Militar deveria agir com mais bom senso com a população, principalmente durante as blitz. Já os vereadores Raul Johanson e Osni Cordeiro, ambos do DEM, se abstiveram da votação. Desta forma o projeto acabou aprovado por cinco votos a favor, um contra e duas abstenções. Os favoráveis foram Adriano Grosskopf (MDB), Fernando Wotroba (PP), Francisco Kuhnen (MDB), Josnei Cchaloupeck (Dem) e o autor do projeto Nilson Fuckner.

O projeto estava sendo articulado pelo comandante do Destacamento de Polícia Militar (DPM) de Campo Alegre, o sargento Edson Ferreira, desde o ano anterior. Ele teve várias conversas com o prefeito Rubens Blaszkowski (PSD) e com os vereadores, a fim de instituir a contribuição para a PM em Campo Alegre. “Temos tantas coisas para arrumar na área da segurança, como a construção de nosso quartel, compra de equipamentos, manutenção de viaturas. Esse projeto é algo que irá nos ajudar, como já acontece em São Bento e outros vários municípios da região. Agradeço ao vereador Nilson e aos demais que votaram a favor. Em breve vamos estar divulgando como funcionará a contribuição”, salientou o sargento que esteve presente durante a votação do projeto com outros oficiais da PM do 23º Batalhão da PM.

O presidente da Câmara, Tancredo Ronska, explica que a contribuição será opcional, reforçando que nenhuma pessoa ou empresa será obrigada a contribuir. Ele disse ainda que o projeto gerou uma longa discussão no Legislativo. “Pedimos uma posição da Associação Empresarial, da CDL e outras entidades, que se manifestaram a favor do projeto. Também tivemos reuniões com o sargento na Câmara e junto dos vereadores discutimos amplamente sobre o projeto”, comentou .

Justificativa

O vereador Adolar Bahr, lembrou que na última reunião com o sargento Ferreira, na Câmara, ele já havia anunciado que votaria contra o projeto. “Respeito o trabalho do sargento e da PM, por isso, peço que respeitem a minha visão. Sabemos, como diz o projeto que as doações são expontaneas e não obrigatórias, mas, nosso governador disse que iria fazer o comando único da polícia, e até agora não apareceu. Além disso, a Polícia as vezes quando nos para nos recebe de uma maneira um tanto áspera. Respeito o trabalho da polícia e não quero tirar o mérito de ninguém, mas vejo que a polícia poderia ser mais amiga da população e vale lembrar que segurança é uma obrigação do Governo do Estado”, disse Adolar.