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Vereadores de Campo Alegre não participaram de cursos fraudulentos

Publicado em 19/09/2018 às 14:55 - Atualizado em 19/09/2018 às 14:55

Presidente da Câmara, Josnei Cchaloupeck (Dem) Baixar Imagem

O presidente do Poder Legislativo de Campo Alegre, o vereador Josnei Cchaloupeck (Dem), falou durante a Palavra Livre, na sessão desta semana, sobre os acontecimentos envolvendo as Câmaras de São Bento e Rio Negrinho, divulgados pela Delegacia Regional de Policia Civil na semana anterior, onde alguns parlamentares e assessores, acabaram indiciados por uso excessivo de diárias para realização de cursos fraudulentos.

Josnei comentou que muitas pessoas perguntaram nos últimos dias se o Poder Legislativo de Campo Alegre, também foi citado nas investigações. O presidente explicou que o delegado regional, Odair Rogério Sobreira Xavier, disse durante a coletiva de imprensa dada na semana passada, que a Câmara campo-alegrense está fora das investigações. O presidente enalteceu que no ano anterior, os parlamentares não utilizaram nenhum valor em diárias. “Em 2017 não foi gasto nenhum centavo com diárias. Digo com toda satisfação como presidente, em nome de todos os vereadores, que é um orgulho para nós não termos envolvimento com este esquema”, salientou.

Cchaloupeck disse que neste ano, ele e outros três vereadores estiveram participando de um curso em Florianópolis. Porém, ele explicou que o evento era verdadeiro e credenciado a instituições como a União dos Vereadores de Santa Catarina (Uvesc). “Além disso, eu como presidente exijo na realização desses cursos o total cumprimento das cargas horárias ou no mínimo 95%. No curso que estivemos em Florianópolis aprendemos sobre as novas mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal, que muito contribui e tem a somar com o desenvolvimento do município”, acrescentou.

O presidente da Câmara de Campo Alegre disse ainda, que o envio de materiais divulgando curso para os vereadores é algo bastante comum no Legislativo. Porém, segundo ele, a assessoria da Casa de Leis sempre alertou para se ter o máximo de cuidado com relação a participação dos servidores e vereadores nos cursos oferecidos. “Só participamos de eventos e cursos cadastrados junto a Uvesc e também a Instituto Gamma de Assessoria a Órgãos Públicos (Igam), ao Ministério Público entre outras entidades. Todas nossas despesas estão disponíveis para consulta popular em nosso Portal da Transparência”, concluiu Josnei.

 

Nilson Fuckner também se manifestou

O vereador e primeiro secretário da Mesa Diretora da Câmara, Nilson Fuckner (PP), também se manifestou com relação ao assunto. Ele disse que é muito satisfatório que os vereadores campo-alegrenses não tenham participação no esquema. “Fico feliz, onde nossa câmara muito transparente, ficou de fora das investigações por não haver indícios de irregularidades. Para nós vereadores e para o povo de Campo Alegre, é um momento de parabenizarmos esta casa”, comentou também durante a palavra livre.

 

Sobre investigações

As câmaras de vereadores de São Bento do Sul e Rio Negrinho foram alvo de uma investigação deflagrada pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) da delegacia são-bentense. O inquérito, concluído recentemente e encaminhado para o Ministério Público, resultou no indiciamento de 38 pessoas em ambos os municípios, sendo 15 em São Bento e 23 em Rio Negrinho. A lista inclui vereadores, ex-vereadores, servidores públicos efetivos e assessores políticos. Eles vão responder por peculato e falsidade ideológica. Alguns casos são considerados graves e conformes a Polícia Civil, podem resultar em prisões.

O resultado da investigação pegou de surpresa grande parte da população da região por conta dos nomes envolvidos nas investigações e dos que serão indiciados. O inquérito apurou uma farra no recebimento de diárias, onde um vereador de Rio Negrinho chegou a realizar 53 cursos gastando mais de R$ 75 mil. Naquela cidade foram utilizados R$ 479 mil em diárias pelos vereadores e servidores em cursos com três empresas investigadas. Já em São Bento o valor é menor, R$ 46,9 mil. Porém, os valores somados e atualizados ultrapassam R$ 1,2 milhão.

 

 

 


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